As Zonas de Caça Municipais têm que, por lei, manter 10% do seu território como reserva. Ou seja, naqueles 10% da área total de caça não é permitido caçar. A lei prevê assim, uma zona de descanso e abrigo para todas as espécies, cinegéticas ou não. No caso das Zonas de Caça Associativa esta obrigatoriedade não existe, estando a totalidade do território aberto ao acto de caçar. Na Serra da Peneda, Soajo e Laboreiro todas as zonas de caça são associativas.
Pretende-se estabelecer um diálogo com as zonas de caça associativa existentes na região com o intuito de criar zonas de não caça com 10% da área total de cada associativa.
Para a criação destas áreas serão privilegiados os limites das concessões com o intuito de criar áreas contíguas com maior dimensão.
Reflorestação de bosquetes autóctones
Os resultados do plano de monitorização e de investigação do lobo na área permitem definir um “corredor ecológico” formado pelas zonas de ocupação das alcateias identificadas nas áreas de estudo, e que se caracterizam em termos de habitats por um coberto arbustivo e arbóreo em avançado estado de degradação e consequente erosão dos solos.
O projecto “Reflorestação de bosquetes autóctones” tem como objectivo intervir em terrenos baldios das Freguesias abrangidas, estabelecendo como meta a florestação de uma área de cerca de 10 hectares/ano, em especial ao longo das linhas de água.
Implementação de “vezeiras” com cercados eléctricos
Os prejuízos causados pelo lobo no gado bovino e equino, na área da Peneda, são bastante significativos.
Este projecto tem o objectivo de reintroduzir uma prática de pastoreio de gado secular nesta região, que tem vindo a ser substituída pelo pastoreio em regime extensivo, e que, de uma forma natural, tem vindo a alterar os hábito alimentares do lobo, agravando, por um lado, a dimensão dos prejuízos causados pelo lobo e intensificando, por outro, a utilização ilegal de substâncias tóxicas, como o veneno.
O projecto consiste em incentivar os criadores de gado bovino a reunir todo os seus animais num só grupo, a Vezeira, cabendo à Veranda fornecer um cercado eléctrico amovível, e respectiva formação, e, numa fase experimental, o complemento de ração e a assistência veterinária.
Equipa Cinotécnica de Ambiente
O objectivo deste projecto é formar uma equipa cinotécnica com vista a monitorizar e detectar, com recurso a cães treinados para o efeito, a utilização ilegal de substâncias tóxicas em espaços naturais.
Na área de trabalho surgem com frequência casos de envenenamento com pequenos iscos. Estas campanhas de envenenamento visam o lobo e os demais predadores, pelo que torna-se essencial dotar de meios de localização e remoção desses iscos, e animais já mortos, interrompendo assim a cadeia de envenenamento.
A presença destes cães é também uma excelente medida de dissuasão, podendo ser dinamizadas acções de demonstração junto das escolas.



Só espero, que, este projecto de preservação do habitat do lobo não passe
de um « Caderno de Intenções», como tem acontecido com outros.
Se este projecto se concretizar, merece o meu aplauso. Não acredito, como foi
possível negligenciar por tanto tempo, as nossas espécies autóctones.
My article ‘Peneda Geres:Wolves in High Pasture’ has been publish in issue 41 -Autumn/Winter edition of Wolfprint, the magazine of the UK Wolf Conservation Trust. The article includes a description of the projects of Veranda.
I would like to write another article on the “vezeiras” project.
Meu artigo “Peneda Geres: Lobos em alta Pastagem” foi publica na edição 41 edição -Autumn/Winter de Wolfprint, a revista do Reino Unido Wolf Conservation Trust. O artigo inclui uma descrição dos projetos de Marquise.
Eu gostaria de escrever outro artigo sobre o projeto “vezeiras”.
Tim Newton
timnewton2001@yahoo.co.uk
Foi com bastante agrado que tomei conhecimento desta iniciativa. Parabéns pela criação da Veranda, é de vital importância a defesa do Património de Montanha.
A caça quando de forma sustentável também é património. Os caçadores terão que compreender que são eles os mais interessados no bom estado das populações de espécies cinegéticas.
As zonas de refúgio por si só não serão suficientes para uma evolução positiva dessas populações. É necessário um trabalho ao nível de melhorias de habitat para que perdizes e coelhos prosperem nestas magníficas serras do Alto Minho.
Uma vez que as zonas de caça associativas são geridas por amadores, será fundamental mostrar aos caçadores a importância de alguém que os apoie numa gestão correcta das zonas de caça, e ainda mostrando que os predadores representam uma mais-valia nessa gestão.
Viva! Chamo-me Francisco e há anos sou voluntário de associações ligadas à conservação da Natureza, como a Quercus e a Spea. Conheço o vosso projecto – admirável -. há alguns anos e utilizo o presente email para me disponibilizar a acções de voluntariado. Aprecio especialmente a vossa restauração de bosquetes e estou absolutamente disponível para dar a minha força de trabalho nessa reflorestação. Já tenho alguma experiência, dado que, juntamente com amigos fundei uma associação – AMENUS – , entretanto, parada por razões várias, e desenvolvemos em parceria com o PNPG um projecto de educação ambiental escolar de reflorestação.
Fico, pois, a aguardar o vosso contacto. O meu email é: otelurico@yajoo.com.br; o meu número de telemóvel 914917330
Abraço,
FrNCISCO
Fico